Promovido pelo SESI, evento mobilizou participantes de mais de 20 municípios e aliou conhecimentos técnicos, criatividade e trabalho em equipe

Na sexta-feira (23), crianças e adolescentes ocupavam o Centro de Eventos de Chapecó com robôs nas mãos e expectativa para os desafios. Entre ajustes nos projetos, testes e torcida pelos colegas, mais de 100 equipes de mais de 20 municípios catarinenses participaram do Torneio de Robótica Grande Oeste 2026 (TRGO). Promovido pelo Serviço Social da Indústria (SESI), entidade do Sistema Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), o encontro transformou conhecimentos desenvolvidos ao longo do ano em experiências de colaboração, criatividade e resolução de problemas. Ao todo, mais de 1.200 pessoas passaram pelo local.A programação contemplou as modalidades Sumô de Robôs, Cabo de Guerra e Corrida Maluca, com desafios que exigiram planejamento, construção e programação dos protótipos. Na Corrida Maluca, as propostas Maker Tech e Maker Raízes associaram tecnologias de fabricação digital e automação ao uso de materiais recicláveis e de baixo custo, aproximando inovação e sustentabilidade.
Para o gerente SESI SENAI IEL reional Oeste e Extremo Oeste, Jardel Carminatti, o torneio representa uma oportunidade de colocar em prática o aprendizado e desenvolver habilidades que acompanham os estudantes. “Ver essas crianças e adolescentes envolvidos em projetos nos quais trabalharam ao longo do ano e que agora podem colocar em prática, numa competição saudável, mostra o papel de relevância do SESI.”
Desenvolver capacidades
Carminatti também ressaltou o apoio das prefeituras parceiras e a contribuição da robótica para as escolhas profissionais dos participantes. “Nosso objetivo é desenvolver capacidades socioemocionais e técnicas nessas crianças e nesses adolescentes, para que possam identificar a vocação que querem seguir no futuro, olhando para um mundo do trabalho de muitas oportunidades, principalmente no Oeste de Santa Catarina”, afirmou.
Aos 16 anos, o participante Eduardo Decarli já percebe como a experiência com a robótica ajuda a reconhecer interesses e possibilidades profissionais. Integrante da equipe West Sharks, do SESI de Chapecó, desde o ano passado, ele atua na engenharia do robô e também auxilia nas finanças. O contato com a área começou entre os 11 e 12 anos, mas foi na vivência em equipe que encontrou maior afinidade com a construção dos protótipos.
“Comecei aprendendo programação e descobri que não gostava muito. Aí fui para a engenharia, algo de que gosto mais, que é montar o robô”, contou. Além da experiência prática, Eduardo apontou o contato com empresas e patrocinadores como uma oportunidade de ampliar conhecimentos e conhecer caminhos para o futuro profissional. De acordo com a técnica de educação continuada Maker do SESI, Daisy Machado, que acompanha duas equipes, as descobertas começam na pesquisa e ganham forma quando os estudantes precisam transformar informações em soluções. “Eles têm que trazer isso para a robótica. É muita pesquisa, muita dedicação”, relatou.
Segundo Daisy, o envolvimento ultrapassa os momentos de atividade no SESI e chega às famílias, que também passam a fazer parte dos projetos. Ao acompanhar a evolução dos estudantes, ela identifica um aprendizado que permanece depois das competições. “Eles levam para a família, a família está envolvida. Isso, para mim, é emocionante: saber que vão levar isso não só para aquele momento, mas para a vida”, salientou.
Foto: MB Comunicação/ Divulgação