Um Comitê de Ação Contra a Cigarrinha-do-milho e Complexo de Enfezamentos foi criado no início de 2021 para acompanhamento

A média populacional da cigarrinha-do-milho nas regiões Norte e Oeste de Santa Catarina recuou em comparação com o último levantamento realizado pelo programa Monitora Milho SC. Foi observada uma média de 53 insetos por armadilha nas lavouras do Oeste, enquanto que no Norte, a média é de 78.
A pesquisadora da Epagri/Cepaf e coordenadora do programa Monitora Milho SC, Maria Cristina Canale, explica que, nas demais regiões, a incidência da cigarrinha ainda é muito baixa, em virtude do desenvolvimento do plantio. No entanto, a pesquisadora reforça que “apesar da redução populacional, os patógenos causadores das doenças nos milhos foram detectados em amostras laboratoriais, o que indica a circulação dos vírus e bactérias que servem de alerta para os produtores”.
De acordo com Maria Cristina, 67% das amostras apresentaram presença do mosaico estriado e 35% do raiado fino. Já as bactérias associadas aos enfezamentos pálido e vermelho foram encontradas em coletas realizadas nos municípios de Tunápolis, São Miguel do Oeste e Mafra.
A recomendação é que os produtores realizem o monitoramento das lavouras desde a emergência das plantas, eliminem o milho tiguera e adotem o manejo preventivo.

Informações atualizadas para os produtores
A pesquisadora Maria Cristina Canale, do Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar da Epagri (Cepaf), explica que as informações geradas pelo monitoramento são fundamentais para a convivência da agricultura com a cigarrinha e as doenças transmitidas por ela. “Embora os enfezamentos já sejam conhecidos no país há algumas décadas, nós observamos que os surtos ocasionados por esses problemas têm sido bastante frequentes em todas as regiões produtoras do Brasil. Então é necessária a convivência do setor produtivo com o problema a partir de agora, inclusive aqui em Santa Catarina, com a participação ativa de todos os produtores envolvidos com a produção de milho, no manejo integrado regionalizado”, ressalta.
O Comitê de Ação Contra a Cigarrinha-do-milho e Complexo de Enfezamentos foi criado no início de 2021 reunindo Epagri, Udesc, Cidasc, Ocesc, Fetaesc, Faesc, CropLife Brasil e Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária. Esse comitê implantou o Programa Monitora Milho SC, com o objetivo de acompanhar as populações e a infectividade da cigarrinha-do-milho no Estado, por meio de pontos de monitoramento instalados em lavouras catarinenses.