Orientações em floriculturas e mutirão de limpeza buscam reduzir criadouros do mosquito em Chapecó antes e depois do Dia de Finados

A movimentação nos cemitérios durante o Dia de Finados exige atenção redobrada para evitar a formação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e Zika. Em Chapecó, as medidas preventivas adotadas pela Prefeitura de Chapecó incluem orientações em estabelecimentos que comercializam flores, materiais informativos nos cemitérios e um mutirão de limpeza programado para novembro.
A enfermeira coordenadora da Vigilância Ambiental da Secretaria da Saúde, Karina Giachini, informou que, desde o último dia 26, os Agentes de Combate às Endemias (ACE) estão visitando floriculturas e mercados que comercializam flores. Durante as abordagens, os profissionais distribuem materiais informativos e orientam os comerciantes sobre os cuidados necessários para impedir o acúmulo de água em vasos, pratos e embalagens.
A recomendação é dar preferência a alternativas que não acumulem água parada e retirar as embalagens plásticas das flores. Os mesmos cuidados devem ser observados por quem leva homenagens aos túmulos, evitando deixar recipientes que possam se transformar em criadouros do mosquito.
Como parte da mobilização, banners com orientações preventivas foram instalados nos cemitérios Tomazelli, Jardim do Éden e Ecumênico. A instalação foi realizada pelo Departamento de Serviços Gerais da Prefeitura de Chapecó.
Mutirão será realizado em novembro
Outra etapa está programada para sábado, 7 de novembro, quando será realizado um mutirão de limpeza nos três cemitérios. Conforme Karina, a atividade terá como foco identificar e eliminar recipientes que possam acumular água, reduzindo os ambientes favoráveis à reprodução do Aedes aegypti.
Os números da Vigilância Ambiental mostram que, em 2025, foram identificados 47 focos do mosquito nos três cemitérios. Em 2026, até o período considerado no levantamento, o total caiu para 17, uma redução de 30 registros.
No Cemitério Ecumênico, os focos passaram de 22, em 2025, para nove em 2026. No Jardim do Éden, foram três nos dois anos. Já no Tomazelli, o número caiu de 22 para cinco.
Apesar da diminuição, Karina ressalta que a presença de focos exige a continuidade das medidas preventivas. A coordenadora orienta que visitantes evitem deixar vasos, pratos, plásticos e embalagens nos túmulos, além de verificar regularmente qualquer local onde possa ocorrer acúmulo de água.
Os cuidados, segundo a enfermeira, precisam ser mantidos durante todo o ano, e não apenas no período de Finados. A participação dos comerciantes, visitantes e da comunidade é considerada fundamental para impedir a proliferação do mosquito e reduzir os riscos de transmissão das arboviroses.
Foto: Prefeitura de Chapecó/ Divulgação