Casal é investigado por aplicar golpes no setor da construção civil

A Polícia Civil de Chapecó prendeu preventivamente, na tarde desta quarta-feira, 8 de abril de 2026, um empresário natural de São Borja (RS) e uma arquiteta natural de Chapecó, investigados por envolvimento em uma série de crimes de estelionato com prejuízo estimado em mais de R$ 14 milhões.
A ação foi realizada pelo Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Chapecó, por meio da Delegacia de Repressão a Roubos, com apoio da Delegacia de Polícia da Comarca de São Borja, no Rio Grande do Sul.De acordo com a investigação, o casal constituiu em 2023 uma empresa de engenharia e arquitetura em Chapecó, passando a atuar na construção de residências de alto padrão.
Os contratos firmados com clientes tinham valores entre R$ 350 mil e R$ 2,4 milhões.Conforme a Polícia Civil, os investigados executavam simultaneamente diversas obras no município, captando recursos de diferentes clientes ao mesmo tempo e também adquirindo materiais de construção no comércio local com pagamento posterior.
No entanto, quando os prazos de entrega se encerravam, as vítimas constatavam que apenas cerca de 15% das obras haviam sido efetivamente executadas.Ainda segundo a apuração, no fim de 2025 o casal deixou Chapecó sem concluir os empreendimentos. No mesmo período, teria sido criada uma nova empresa, com outro número de CNPJ, numa tentativa de dar continuidade à suposta prática criminosa.
No início de 2026, os boletins de ocorrência registrados em delegacias da cidade foram reunidos e encaminhados à Delegacia de Repressão a Roubos de Chapecó, onde foi instaurado inquérito policial para apurar os crimes de estelionato e lavagem de capitais.Durante as diligências, os policiais civis localizaram os suspeitos escondidos em São Borja, cidade onde, segundo a investigação, estariam construindo uma residência para benefício próprio. Após a coleta de depoimentos das vítimas e o levantamento de provas, a autoridade policial representou pela prisão preventiva dos investigados e por mandado de busca e apreensão no imóvel onde eles estavam.
As medidas foram deferidas pela Justiça, com manifestação favorável do Ministério Público.Durante o cumprimento da operação, foram apreendidos dois aparelhos celulares, R$ 21,5 mil em dinheiro, uma CPU de computador e 18 cartões de crédito.Em interrogatório, os dois optaram por permanecer em silêncio e informaram que só irão se manifestar em juízo. Após os procedimentos legais, eles foram encaminhados ao sistema prisional de São Borja, onde permanecem à disposição da Justiça.A Polícia Civil informou que o inquérito policial deverá ser concluído no prazo de até dez dias