A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente e Pessoa Idosa (DPCAI) de Chapecó, concluiu uma investigação que resultou no indiciamento de uma mulher pelo crime de tortura contra a própria filha, de 9 anos. O caso veio à tona após funcionários de uma escola identificarem lesões corporais na criança. Conforme a Polícia Civil, a menina ficou alguns dias sem frequentar as aulas e, ao retornar, apresentava marcas aparentes de queimaduras no rosto e em uma das mãos.

Inicialmente, a criança relatou aos profissionais da escola que teria sofrido um acidente doméstico. A versão, no entanto, levantou suspeitas por não ser compatível com os ferimentos apresentados. Familiares também reforçaram a mesma narrativa durante os primeiros depoimentos.

Investigação

A vítima foi submetida a exame pericial e, posteriormente, ouvida por uma policial civil especializada em entrevistas com crianças e adolescentes na DPCAI. Durante o procedimento, a menina revelou que foi queimada pela própria mãe com uma colher quente, utilizada como forma de punição após um episódio de desobediência.

Segundo a Polícia Civil, o relato da criança é compatível com as lesões identificadas na face e na mão da vítima, o que levou ao indiciamento da mãe pelo crime de tortura, cuja pena varia de dois a oito anos de reclusão. A criança foi afastada da residência onde morava com a autora e recebe acompanhamento assistencial por meio da rede de proteção do município. A investigação não identificou participação de outros familiares no caso.

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