Durante as investigações, além dos depoimentos, imagens também foram utilizadas no processo

A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Polícia da Comarca de Xaxim, concluiu o inquérito que investigava o homicídio de um homem de 48 anos, ocorrido na madrugada do dia 7 de março de 2026, no Centro de Xaxim. O suspeito do crime, um homem de 34 anos, natural de Pernambuco, foi preso preventivamente na cidade de Recife/PE.
Segundo a investigação, a vítima foi atingida por um disparo de arma de fogo na região do rosto enquanto estava nas proximidades de estabelecimentos comerciais na Avenida Plínio Arlindo de Nes. O Corpo de Bombeiros constatou o óbito ainda no local. Inicialmente, um outro homem chegou a ser apontado como possível autor do crime devido a um desentendimento ocorrido momentos antes dos disparos. No entanto, as diligências realizadas pela Polícia Civil descartaram a participação dele no homicídio.
Investigações
Durante as investigações, imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas permitiram identificar um veículo GM/Corsa branco envolvido na ocorrência. Conforme apurado, a vítima se aproximou do carro e, neste momento, o suspeito, que estava no banco do passageiro, efetuou um disparo contra ela. Logo após o crime, o motorista do veículo foi obrigado a deixar o local sob ameaça.
O motorista e outro ocupante do automóvel foram identificados e ouvidos pela Polícia Civil. Ambos confirmaram a dinâmica dos fatos e apontaram o suspeito como autor do disparo. As versões apresentadas foram consideradas compatíveis com as imagens analisadas pelos investigadores.
Com base nos elementos reunidos, o investigado foi indiciado por homicídio doloso qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. A prisão preventiva foi decretada pela Justiça de Xaxim no dia 20 de abril. O mandado de prisão foi cumprido nesta segunda-feira (04), em Recife/PE, em ação conjunta com a Polícia Civil de Pernambuco. O suspeito permanece recolhido no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (COTEL), à disposição da Justiça.
Foto: Arquivo Polícia Civl/ Divulgação