A sede do museu é a Casa Histórica da Família Bertaso

O Museu da Colonização de Chapecó (MCC) será reaberto ao público no dia 10 de junho, às 15h, em cerimônia no Parque de Exposições Dr. Valmor Ernesto Lunardi (Efapi). A retomada das atividades ocorre após um processo de restauração da Casa Histórica da Família Bertaso, sede do museu, e de adequações voltadas à preservação do patrimônio e à qualificação do atendimento aos visitantes.
A reabertura coincide com as comemorações dos 15 anos do Museu da Colonização, completados em março deste ano. Criado pela Lei Ordinária nº 5.975/2011, o espaço é dedicado à preservação e divulgação da história da colonização de Chapecó e do Oeste catarinense, reunindo acervo histórico relacionado à formação do município e aos diferentes grupos que participaram desse processo. A sede do museu é a Casa Histórica da Família Bertaso, construída em 1922 pelo Coronel Ernesto Francisco Bertaso.
HIstória
O imóvel, que originalmente ficava na Rua Marechal Bormann, foi transferido de local em 1951 e, posteriormente, doado ao município pela família Bertaso. Em 2011, a edificação foi tombada como patrimônio histórico municipal por meio do Decreto nº 23.949. Nos últimos anos, a estrutura passou por um amplo trabalho de restauração. Durante a realização da Efapi, em outubro de 2025, o espaço recebeu um evento-teste para apresentação da edificação restaurada e avaliação da operação do museu.
Após a feira, o local foi novamente fechado para a execução de readequações e ajustes finais necessários para sua abertura definitiva ao público. Além da exposição permanente, o Museu da Colonização desenvolve atividades educativas voltadas a instituições de ensino, com visitas mediadas e ações pedagógicas destinadas a diferentes faixas etárias. O acervo é formado por peças oriundas do antigo Museu Antônio Selistre de Campos relacionadas à colonização de Chapecó, além de objetos incorporados ao longo dos anos.
A proposta do museu é apresentar e problematizar aspectos da colonização do município a partir da chegada da Colonizadora Bertaso, Maia e Cia, na década de 1920, abordando as relações, transformações, trocas culturais e conflitos envolvendo os diferentes grupos que participaram da construção histórica da região.
Foto: Prefeitura de Chapecó/ Divulgação