Suspeito pelo crime foi preso e está sob responsabilidade da Polícia Civil

Um incêndio em um hotel localizado na Avenida Getúlio Vargas, no Centro de Chapecó, mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) na madrugada desta segunda-feira (6). A ocorrência foi registrada por volta da 0h29 e terminou com o resgate de nove pessoas, cinco encaminhadas ao hospital e a prisão do suspeito de provocar o fogo de forma intencional.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio começou em um apartamento no segundo pavimento da edificação, que possui sete andares e 45 apartamentos. No momento do incidente, havia 24 hóspedes no hotel. A intensa fumaça se espalhou rapidamente pelas áreas comuns, comprometendo as rotas de fuga e deixando parte dos ocupantes isolada.
As equipes realizaram simultaneamente o combate às chamas e as operações de busca e resgate. Bombeiros equipados com aparelhos de proteção respiratória acessaram os pavimentos atingidos pela fumaça e retiraram nove pessoas que não conseguiam deixar o prédio por conta própria.
Vítimas
Quatro hóspedes foram levados ao hospital para avaliação médica após inalarem fumaça. Outra vítima ficou ferida ao tentar escapar do prédio, caindo sobre a cobertura de um imóvel vizinho. Ela recebeu atendimento no local e também foi encaminhada ao hospital.
Após controlar o incêndio, os bombeiros realizaram o rescaldo, a ventilação da edificação e auxiliaram os hóspedes na retirada de pertences pessoais. O local permaneceu isolado para os trabalhos da perícia do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Científica. Durante a ocorrência, a Polícia Militar prendeu um homem suspeito de ser o responsável pelo incêndio.
Conforme as informações iniciais da investigação da Polícia Civil, ele teria ateado fogo ao apartamento de forma dolosa. O delegado responsável representou pela prisão preventiva do suspeito, pedido que deve ser analisado pela Justiça ainda nesta segunda-feira. O inquérito é conduzido pela 1ª Delegacia de Polícia da Comarca de Chapecó. As investigações prosseguem com a realização da perícia e a oitiva de testemunhas e vítimas, já que alguns hóspedes precisaram de atendimento hospitalar e não puderam ser ouvidos durante a madrugada.