Programa da Credioeste reuniu empreendedoras em Chapecó para discutir organização das finanças, controle dos resultados e decisões mais seguras nos negócios

 Entender para onde vai o dinheiro, organizar as finanças e transformar números em decisões mais seguras foram os temas do encontro que abriu uma nova etapa do Força para Elas, programa da Credioeste voltado ao desenvolvimento de mulheres empreendedoras. A programação ocorreu nesta segunda-feira (5), em Chapecó, com a palestra “Meu negócio vende, mas onde fica o dinheiro?”, ministrada pela especialista em gestão financeira Jaqueline Gayo.

O encontro ocorreu no auditório do Centro de Atividades Psicofísicas Patrick Capp (CAPP) e marcou o início da quarta mentoria do programa. A proposta desta etapa é ampliar o conhecimento das participantes sobre gestão financeira e oferecer ferramentas que possam ser aplicadas à rotina dos negócios.

Durante a atividade, as participantes aprenderam sobre controle de entradas e saídas, indicadores, precificação, ponto de equilíbrio e a importância de separar as finanças pessoais das empresariais. A proposta da mentoria é fazer com que as empreendedoras deixem de olhar para as finanças apenas como uma obrigação de controle e passem a utilizá-las como ferramenta para decidir os rumos do negócio.

Para Jaqueline, conhecer os números permite identificar onde a empresa está, estabelecer metas e perceber se as estratégias adotadas estão, de fato, levando ao crescimento. “O objetivo é que elas evoluam e entendam o negócio de uma forma simples para que tenham direcionamento”, explica.

Entre os pontos considerados fundamentais estão a separação das contas pessoais e empresariais, o acompanhamento dos indicadores e a compreensão da precificação e do ponto de equilíbrio. A especialista alerta que a falta dessa clareza pode comprometer decisões importantes.

Segundo Jaqueline, as decisões financeiras tomadas hoje ajudam a determinar a capacidade de permanência e crescimento da empresa. “Elas vão dar o direcionamento para as empresas no futuro”, resume.

Gestão financeira

A gestão financeira encerra um ciclo de mentorias que abordaram temas como marketing, vendas, gestão de pessoas e perfil empreendedor. Para a gerente executiva da Credioeste e coordenadora do Força para Elas, Marcia Biffi, a capacitação dá às participantes uma base mais sólida para os próximos passos. “Essa mentoria fecha o Força para Elas de 2026 com chave de ouro”, afirma.

Além da capacitação, Márcia destaca uma mudança no comportamento das mulheres em relação à independência financeira e aos negócios. “A mulher está cada vez mais inteirada. Ela quer ser mais independente financeiramente”, observa.

Segundo ela, cerca de 50% dos clientes da Credioeste são mulheres. O grupo do Força para Elas em Chapecó reúne 116 empreendedoras e a participação média em cada encontro é de aproximadamente 20 pessoas.

O programa, segundo ela, busca justamente oferecer apoio para que essas mulheres possam desenvolver seus negócios. O Força para Elas é gratuito aberto a todas as empreendedoras interessadas. Márcia também destaca que as palestrantes compartilham conhecimento e ferramentas com as participantes. Para ela, essa troca é uma das principais forças do programa, que deve continuar no próximo ano.

Conhecimento na prática

Participante desde a primeira edição do programa Força pra Elas, e empreendedora Monalisa de Moraes encontrou nas mentorias uma oportunidade para aperfeiçoar diferentes aspectos do negócio. Ela conta que costuma anotar os principais pontos de cada encontro e, depois, avaliar o que pode ser colocado em prática na própria rotina.

Manicure, pedicure, maquiadora e cabeleireira, Monalisa atende em domicílio e concilia o trabalho com os cuidados com a filha. Para ela, a rotina corrida exige organização e torna importante escolher, entre os conteúdos apresentados, aquilo que pode gerar resultados concretos.

Entre os conteúdos que mais contribuíram para o negócio está o marketing. Monalisa diz que passou a olhar com mais atenção para a divulgação dos serviços e percebeu retorno nas redes sociais, com clientes e novas pessoas chegando por meio das publicações. O atendimento em domicílio, segundo ela, também se tornou um diferencial, especialmente para mães e pessoas com pouco tempo disponível.

A empreendedora também vê o aperfeiçoamento como uma necessidade constante. Com mais de 20 anos de experiência, decidiu investir no trabalho autônomo depois do nascimento da filha. Desde então, mantém uma rotina de cursos e capacitações para acompanhar as mudanças do mercado. Para o futuro, Monalisa planeja estruturar uma sala própria para os atendimentos. A ideia é construir um espaço confortável e adequado às necessidades do negócio e das clientes.

Fotos: Keli Magri/MB Comunicação

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