Diretor da FIESC apresentou estratégias para fortalecer empresas e consolidar o ecossistema regional durante a 2ª Semana Municipal de Inovação e Empreendedorismo

 “Empresa existe para atender pessoas.” A afirmação do diretor de Inovação e Competitividade da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), José Eduardo Fiates, sintetizou uma das principais reflexões apresentadas na quarta-feira (18), durante a 2ª Semana Municipal de Inovação e Empreendedorismo. A palestra ocorreu no Centro de Cultura e Eventos de Chapecó e abordou estratégias para elevar a produtividade e a capacidade de inovação no grande oeste.

Com o tema “Dinheiro, estratégias e inteligência para melhorar a produtividade e inovação”, Fiates analisou o cenário econômico e industrial de Santa Catarina. De acordo com os dados apresentados, o Estado consolidou uma estrutura diversificada, apoiada na agroindústria, no cooperativismo, no empreendedorismo, no associativismo, no capital humano e na tecnologia. O próximo passo exige maior valor agregado, integração regional e presença nos mercados internacionais.

O diretor ressaltou que o grande oeste reúne competências em setores como agronegócio, máquinas e equipamentos e tecnologia da informação. Para ampliar a competitividade, porém, essas áreas precisam estabelecer conexões com outros polos catarinenses e incorporar conhecimentos em biotecnologia, energia, automação e soluções digitais.

“A empresa, cada vez mais, não sobrevive se não estiver inserida no contexto de uma cadeia”, frisou. Nessa estrutura, fornecedores, parceiros, concorrentes e clientes contribuem para o desenvolvimento conjunto de produtos, mercados e soluções. Fiates também citou conhecimento, talentos, capital e marca como elementos essenciais para o avanço dos negócios.

A construção de um ecossistema de inovação, conforme explicou, depende da atuação articulada entre empresas, universidades, poder público e organizações da sociedade civil. Infraestrutura, ambiente de negócios, qualidade de vida, educação e espaços de conexão completam essa base. “Cada concurso de robótica, cada exposição e cada palestrante coloca um tijolo na construção do ecossistema”, exemplificou.

Fiates relacionou esse processo à necessidade de superar o que é conhecido como “complexo de vira-lata”: a dificuldade de reconhecer o potencial do Brasil e transformá-lo em projetos competitivos no cenário mundial. Para o diretor, Chapecó, o grande oeste e Santa Catarina precisam estabelecer objetivos ambiciosos e acreditar na capacidade regional de alcançá-los.

MUDANÇAS GLOBAIS

O palestrante apontou a inteligência artificial, a transição energética, a biotecnologia, a automação e a reorganização das cadeiras produtivas como fatores que alteram os padrões de concorrência. Nesse contexto, empresas e territórios precisam adaptar sues estratégias para permanecer relevantes.

O diretor também apresentou o método PDCA (planejar, executar, verificar e agir) como base para a gestão, a liderança e a adoção de tecnologias. O modelo permite definir objetivos, acompanhar resultados, corrigir falhas e aprimorar processos de forma contínua.

Na avaliação de Fiates, a consolidação do ecossistema regional passa por uma sequência que começa com causas e crenças comuns, avança por comunicação, aprendizado, competência e cooperação e resulta na construção de uma cultura de confiança. “Quando você tem competência e criatividade, consegue cooperar e competir”, resumiu.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Tecnologia e Inovação de Chapecó, Márcio Paixão, a participação de Fiates ocorreu em um período importante para a consolidação do ecossistema local. A experiência do diretor da FIESC, segundo ele, contribui para identificar caminhos que fortaleçam a articulação entre os diferentes atores da inovação. “Estamos em um momento importante de maturidade e consolidação do nosso ecossistema local de inovação. A estratégia apresentada pela FIESC vem ao encontro dessa realidade”, afirmou Paixão. O secretário acrescentou que as orientações compartilhadas durante a palestra podem ajudar a fortalecer os elos da cadeia e tornar o ambiente de inovação de Chapecó mais sólido.

Foto: MB Comunicação/ Divulgação

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