Cerimônia realizada nesta terça-feira (29), no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, marcou a entrega da obra, que passará a integrar o acervo do clube

A história e a memória das 71 vítimas do acidente aéreo ocorrido em 2016 seguem sendo preservadas em Chapecó. Nesta terça-feira (29), uma cerimônia realizada no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes marcou a entrega de uma obra de arte concebida como símbolo de homenagem e memória às pessoas que perderam suas vidas na tragédia.
A solenidade contou com a presença de autoridades do município e representantes de instituições, entre eles o prefeito de Chapecó, Valmor Scolari, e Diego Roberto Barbieiro, diretor do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), além de representantes da área cultural do município. Pela Chapecoense, participaram da homenagem o presidente Alex Passos, o presidente do Conselho Deliberativo, Ari José Roman, e o vice-presidente administrativo e financeiro Jayme Bordignon.
Produzida pelo artista Roberto Claussen, a obra é uma releitura do medalhão criado em 2017 em homenagem às 71 vítimas do acidente aéreo. A nova peça foi viabilizada por meio de um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), firmado com o Ministério Público de Santa Catarina e posteriormente destinada ao município de Chapecó.
Após a entrega, a obra passará a integrar o acervo da Associação Chapecoense de Futebol. A intenção é que, futuramente, ela seja incorporada ao Museu da Chapecoense, que atualmente está em obras, permanecendo preservada e disponível para visitação pública.
Obra reúne futebol, memória e homenagem
A criação mantém elementos presentes no medalhão original e amplia seu significado por meio da representação das 71 vidas perdidas na tragédia.
Ao redor da peça, 71 estrelas fazem referência às vítimas do acidente. Em destaque, uma estrela representa o título da Copa Sul-Americana conquistado pela Chapecoense em 2016, reunindo na mesma obra a memória daqueles que partiram e um dos capítulos mais marcantes da história do clube.
Para o presidente da Chapecoense, Alex Passos, a homenagem representa uma importante forma de preservar a história e manter viva a memória das vítimas e de seus familiares.
“Essas homenagens que vêm acontecendo são muito importantes pela sua história, pelas famílias, pelas pessoas que ficaram e pelos que perderam a vida. Essa obra, com toda certeza, irá abrilhantar o museu. Parabenizamos o artista Roberto Claussen, ficou muito bonita e agradecemos em nome da Chapecoense.”
Roberto Claussen também destacou a relação da obra com o trabalho desenvolvido anteriormente e a importância de eternizar, por meio da arte, a história construída naquele período.
“Em 2016 vim a Chapecó e criei um medalhão em alusão ao momento do clube e ao título da Sul-Americana. Eu queria fazer uma nova tiragem, já que se passaram 10 anos, e esse quadro é uma obra de arte feita com técnica mista. Nada mais é do que a ampliação do medalhão, que conta com 71 estrelas ao seu redor, em alusão às 71 vidas que se foram e são exemplos para nós, e uma estrela única do merecido título de campeão da Sul-Americana. É a arte que se une ao futebol, e é uma honra poder fazer isso.”
A obra agora passa a fazer parte do patrimônio histórico e cultural ligado à Chapecoense, contribuindo para a preservação da memória de um dos momentos mais marcantes da trajetória do clube e de toda a comunidade de Chapecó.
Fotos: Roberto Pessoa | ACF