Ranking considera dados de 2025 e aponta avanço de 18 posições de Chapecó em relação ao ano anterior

Chapecó alcançou o sexto melhor índice de sustentabilidade fiscal entre os municípios brasileiros, conforme o Ranking de Competitividade dos Municípios, divulgado pelo Centro de Liderança Pública. O levantamento considera dados referentes a 2025 e aponta avanço de 18 posições em relação ao ano anterior.
Entre os fatores relacionados pela Prefeitura de Chapecó estão a desburocratização, o incentivo ao setor produtivo, a geração de empregos e os investimentos em infraestrutura. Uma das medidas mencionadas é a redução do tempo para abertura de empresas, que passou de quase 50 horas para cerca de duas horas.
Nesse sentido, o prefeito Valmor Scolari explicou que, com a redução do prazo, o empreendedor pode iniciar a emissão de notas fiscais em aproximadamente duas horas. Também informou que o município chegou a 58 mil empresas ativas. Na avaliação apresentada pelo prefeito, a construção civil, com investimentos estimados em R$ 20 bilhões, contribui para a atividade econômica, assim como a indústria, o comércio e os serviços.
Em relação à infraestrutura, a Prefeitura mantém investimentos no novo Distrito Industrial, nos novos pavilhões do Parque da Efapi e no Autódromo Internacional. Conforme Scolari, essas estruturas estão relacionadas à atração de investimentos, feiras e eventos que movimentam a economia do município.
Já o secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação, Márcio da Paixão Rodrigues, explicou que o índice de sustentabilidade fiscal considera quatro indicadores: dependência fiscal, taxa de investimento, despesa com pessoal e endividamento.
Sustentabilidade fiscal
A partir desses critérios, Márcio afirmou que a sustentabilidade fiscal gera credibilidade da Administração junto a empresas e investidores nacionais e internacionais, além de estimular negócios privados e a geração de riqueza. O secretário também disse que o poder público municipal atua como indutor do desenvolvimento no município.
Por sua vez, o secretário de Fazenda, Moacir Rohr, informou que Chapecó apresenta geração de receita própria que permite realizar investimentos e manter o caixa em dia.
Quanto aos indicadores fiscais, Rohr explicou que a capacidade de pagamento do município é classificada como nível A. Mesmo com os investimentos em infraestrutura, o endividamento corresponde, conforme os dados apresentados pelo secretário, a 25% da receita corrente líquida, diante de um limite de 120%.
Além disso, as despesas com pessoal correspondem a 45% da receita corrente líquida, enquanto o limite é de 53%. A taxa de investimento é de 20% e, conforme Rohr, representa a terceira maior do país.
Foto: Prefeitura de Chapecó/ Divulgação