Mais de 500 Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias participaram de treinamento para identificar precocemente casos da doença em animais

A identificação precoce da esporotricose em animais vai contar com um reforço na rede municipal de saúde de Chapecó. Mais de 500 Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) participaram de uma capacitação promovida pela Prefeitura de Chapecó por meio da Secretaria de Saúde/Gerência de Vigilância em Saúde, com foco na ampliação da vigilância e na resposta rápida diante de casos suspeitos da doença.

A iniciativa buscou preparar os profissionais que atuam diariamente nos bairros e comunidades para reconhecer sinais da enfermidade, orientar a população e acionar os protocolos de notificação. Como esses agentes mantêm contato permanente com as famílias, eles passam a desempenhar papel ainda mais relevante na identificação precoce de situações que possam representar risco à saúde animal e humana.

A esporotricose é uma doença causada por fungos do gênero Sporothrix. Afeta principalmente os gatos e pode ser transmitida às pessoas por meio de arranhaduras, mordidas ou do contato com secreções de animais infectados. Considerada atualmente a zoonose fúngica de maior relevância, a doença vem registrando expansão em diferentes regiões do país, aumentando a necessidade de vigilância constante e de ações preventivas.

Treinamento

A capacitação foi conduzida por equipes da Vigilância Epidemiológica e da Vigilância Ambiental, em parceria com o Núcleo de Atenção e Proteção Animal (NAPA) de Chapecó. O treinamento reuniu conhecimentos técnicos das áreas de vigilância em saúde e de bem-estar animal para qualificar a atuação dos profissionais durante as visitas realizadas nos territórios.

Entre os conteúdos apresentados estiveram as características da doença, os principais sinais clínicos observados nos animais, especialmente em gatos com feridas na pele que não cicatrizam, as formas de transmissão, as medidas preventivas e os procedimentos para notificação e encaminhamento de casos suspeitos aos serviços de Vigilância em Saúde.

Com essa qualificação, a expectativa é que os agentes atuem como sentinelas nas comunidades, identificando rapidamente animais com lesões compatíveis com a doença, orientando os moradores sobre os cuidados necessários e incentivando a busca por atendimento médico quando houver lesões decorrentes do contato com gatos doentes. Também caberá aos profissionais comunicar os serviços responsáveis pela vigilância ambiental e pelo acompanhamento das zoonoses.

O secretário de Saúde, João Lenz Neto, afirmou que a educação permanente das equipes é uma das estratégias adotadas pelo município para fortalecer a prevenção. Segundo ele, a qualificação dos profissionais que atuam diretamente junto à população contribui para respostas mais rápidas e efetivas diante de doenças emergentes.

O prefeito Valmor Scolari destacou que a mobilização de mais de 500 profissionais demonstra o alcance da rede municipal de saúde e o investimento em ações preventivas voltadas tanto à proteção das pessoas quanto ao cuidado com os animais.

Além das ações desenvolvidas pelas equipes de saúde, a Secretaria orienta que tutores de gatos com feridas na pele procurem atendimento veterinário, evitem o contato direto com as lesões e mantenham os animais castrados e dentro de casa, reduzindo a circulação e a possibilidade de transmissão da doença. Casos suspeitos, tanto em animais quanto em pessoas, podem ser comunicados à Vigilância em Saúde do município.

Foto: Prefeitura de Chapecó/ Divulgação

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