A Prefeitura de Xanxerê, em uma ação conjunta da Secretaria de Saúde e da Secretaria de Assistência Social, iniciou nesta segunda-feira (22) atividades voltadas aos moradores em situação de rua, dentro da programação do Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio e ao cuidado com a saúde mental.

As equipes do serviço psicossocial (CAPS) e do CREAS estarão nas ruas, nesta semana, realizando abordagens, orientando sobre os atendimentos oferecidos pelo CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) e convidando os moradores a conhecerem de perto o trabalho desenvolvido no local.

Segundo a supervisora do CAPS, Silvia Maria Neckler, muitas pessoas ainda têm a percepção equivocada de que o serviço está restrito à internação. No entanto, o atendimento vai muito além disso, oferecendo acompanhamento multiprofissional não apenas ao paciente, mas também às famílias. “O CAPS é um espaço de acolhimento. O objetivo desta ação é desconstruir essa ideia de internação e mostrar que eles podem passar o dia no CAPS, participar de atividades, receber atendimento e não precisam permanecer nas ruas durante todo o tempo”, destaca a supervisora.

A participação nas atividades não é obrigatória, mas sim um convite para que os moradores conheçam e se sintam acolhidos pelo serviço. Caso haja necessidade, os usuários passam por avaliação médica, sempre com foco no cuidado integral e no fortalecimento da rede de apoio.

Durante o mês de setembro, de acordo com a Secretaria de Saúde, a procura pelo CAPS aumenta significativamente, já que este é o período em que mais ocorrem encaminhamentos relacionados à prevenção do suicídio, tanto por parte dos hospitais quanto da rede de proteção social. Além dos atendimentos individuais, o CAPS oferta grupos terapêuticos, como o Grupo de Prevenção a Recaídas, destinado a pacientes que retornam de internações, além de projetos diferenciados, como a terapia assistida com cães, realizada em parceria com o Canil Santa Loba.

“Setembro é um mês de intensificação das ações de prevenção, mas o trabalho de acolhimento e acompanhamento segue durante todo o ano. O mais importante é que as pessoas entendam que não estão sozinhas e que há uma rede de apoio pronta para ajudar”, reforça a Silvia.

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