Estado emite alerta máximo para avicultura comercial e reforça fiscalização nas divisas com o Rio Grande do Sul

Após a confirmação de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves comerciais no município de Montenegro (RS), Santa Catarina intensificou as medidas de defesa sanitária animal. A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) emitiram nota técnica com orientações específicas para o setor avícola.
A medida acompanha a Portaria do Ministério da Agricultura e Pecuária (nº 795/2025), que decretou estado de emergência zoossanitária por 60 dias no município gaúcho. Diante do cenário, Santa Catarina declarou Alerta Máximo para a avicultura comercial e reforçou as ações de biosseguridade.
Entre as medidas adotadas estão:
- Fiscalização documental e física intensificada nas divisas sul do estado;
- Vigilância ativa em propriedades que receberam animais da região afetada nos últimos 30 dias;
- Orientação a médicos-veterinários e produtores sobre sintomas e prevenção da IAAP;
- Restrições a visitas em granjas e reforço nas práticas de higiene e isolamento.
A Cidasc alerta que aves com sinais clínicos como dificuldade respiratória, alterações neurológicas ou morte súbita não devem ser manipuladas. Suspeitas devem ser comunicadas imediatamente pelo sistema e-Sisbravet ou nos escritórios da Cidasc.
Segundo o Ministério da Agricultura, esse é o primeiro foco de IAAP identificado em sistema comercial no Brasil. A doença tem baixa taxa de transmissão para humanos e está relacionada principalmente ao contato direto com aves infectadas.
A carne de frango e os ovos seguem seguros para consumo, conforme as autoridades sanitárias. Santa Catarina é o segundo maior exportador de carne de frango do país e adota medidas preventivas para garantir a sanidade da produção.