Programa beneficiará 540 famílias da região Sul, incluindo 80 da Capital do Oeste catarinense

Assistência técnica, capacitação e fornecimento de insumos para a produção e comercialização de alimentos agroecológicos estão entre os principais objetivos do Programa Ecoforte Redes: Redes que conectam povos do campo, florestas, águas e cidades. A iniciativa é realizada em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Fundo Amazônia e a Fundação Banco do Brasil. No Oeste Catarinense, a coordenação das ações ficará a cargo da Associação dos Pequenos Agricultores do Oeste Catarinense (APACO).

O lançamento oficial ocorreu nesta sexta-feira (13), em Chapecó, na sede do Banco do Brasil, e contou com a presença da equipe técnica responsável pela execução do projeto. Com duração de 24 meses e investimento de R$ 2,29 milhões, o programa reunirá 16 parceiros de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Ao todo, 540 famílias da região Sul serão atendidas, entre agricultores familiares, ribeirinhos, povos indígenas, pescadores artesanais, quilombolas e agricultores periurbanos. Destas, 80 famílias são de Chapecó.

Parceria e impacto social

A coordenadora da APACO, Diva Vani Deitos, destaca que a aprovação no edital representa uma oportunidade estratégica para fortalecer as famílias envolvidas. “Esse projeto vai qualificar essas famílias e dar o suporte necessário para que possam avançar na produção agroecológica, buscar certificações junto aos órgãos competentes e estruturar suas agroindústrias. É um incentivo concreto para que elas cresçam de forma organizada e sustentável”, afirma. Segundo ela, o Ecoforte também promove a conexão entre os produtores dentro de um sistema econômico que preserva o meio ambiente, gera renda e fortalece a economia local.

Para o gerente do Banco do Brasil, Valter Viapiana, o apoio da Fundação Banco do Brasil reforça o compromisso social da instituição com iniciativas de inclusão produtiva. “Sabemos que a tecnologia, em qualquer meio, facilita muitos processos, mas há pessoas que ainda assim precisam dessa nossa ajuda. É para isso que a Fundação existe, para cumprir o nosso papel social, que é manter todas as pessoas o mais próximas possível das oportunidades, sempre trazendo não só a inclusão e o desenvolvimento, mas também possibilitando que cresçam e se desenvolvam como pessoas, junto com suas famílias, sempre com esse foco”, afirma.

Municípios atendidos

O projeto contemplará mais de 50 municípios de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, incluindo cidades como Chapecó, Seara, Erechim, Porto União, Laguna, Florianópolis, Biguaçu, Imaruí e Rio Fortuna.
As ações priorizam sistemas produtivos sustentáveis, como arranjos agroflorestais, pecuária familiar regenerativa, plantio direto de hortaliças e produção de plantas bioativas. Todas as iniciativas estão alinhadas à transição agroecológica e ao fortalecimento de redes locais de comercialização. Ao longo desta semana, os técnicos do projeto participaram de treinamentos preparatórios. As atividades práticas iniciam ainda neste mês.

Foto: Apaco/ Assessoria de Impresa/ Divulgação

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