Ex-presidente está proibido de usar redes sociais, falar com aliados e precisará cumprir recolhimento domiciliar noturno

Foto: Carolina Antunes/PR

A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta sexta-feira (18), dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e incluiu a imposição de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.

Bolsonaro foi conduzido à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal para colocar o equipamento. Pela decisão, ele está proibido de utilizar redes sociais, se comunicar com outros réus, embaixadores ou diplomatas e deverá permanecer em casa entre 19h e 7h. Também não poderá deixar a comarca do Distrito Federal.

As medidas fazem parte da investigação no âmbito da PET nº 14129, conforme informou a Polícia Federal em nota divulgada pela manhã. O ex-presidente já teve seu passaporte apreendido em fevereiro de 2024, no curso de outro inquérito.

Em nota oficial, a defesa de Bolsonaro disse ter recebido com “surpresa e indignação” a imposição das medidas, alegando que o ex-presidente sempre cumpriu as determinações judiciais. A defesa afirmou ainda que se manifestará após ter acesso completo à decisão.

O Partido Liberal (PL), legenda de Bolsonaro, também se posicionou. Em nota assinada pelo presidente Valdemar Costa Neto, o partido manifestou “estranheza e repúdio” à operação da PF, reiterando que o ex-presidente “sempre esteve à disposição das autoridades”.

A operação desta sexta-feira faz parte das investigações sobre articulações antidemocráticas e possíveis interferências institucionais durante e após o governo Bolsonaro.

Matéria em atualização.

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