Trocas simples no dia a dia podem combater um problema silencioso que atrapalha o emagrecimento e afeta a saúde de milhares de brasileiras

Chegou aquela época do ano em que a vontade de deixar o corpo em forma ganha força. Mais do que uma atitude estética, o processo de emagrecimento tem um objetivo claro: cuidar da saúde, proporcionando mais qualidade de vida e bem-estar. Nesse caminho, no entanto, é importante entender que alguns alimentos podem interferir diretamente nos resultados. O grande sabotador desse processo, especialmente após os 35 anos, não é a caloria isolada, mas sim a inflamação crônica.

A nutricionista da Divícia Chapecó e professora universitária, Fernanda Confortin, explica que essa inflamação é como uma “chama acesa” dentro do corpo. Ela não dói, mas desregula o organismo silenciosamente. Os maiores combustíveis dessa “chama”, segundo Fernanda, são os alimentos ultraprocessados. Produtos como refrigerantes, salgadinhos e biscoitos recheados são ricos em açúcares, xaropes e gorduras de má qualidade. O excesso de açúcar provoca picos rápidos de glicose, exigindo do corpo uma produção elevada de insulina.

A repetição constante desse processo leva à resistência à insulina, um estado altamente inflamatório.“A insulina em excesso, decorrente da inflamação, atua como uma chave que sinaliza o corpo a armazenar gordura, especialmente a gordura abdominal. Ou seja, a inflamação trava a queima de gordura e cria um ciclo vicioso com mais inflamação e mais dificuldade para emagrecer”, explica a nutricionista.

É possível combater?

Além da avaliação de um profissional, o corpo costuma dar sinais claros de que está inflamado. Fadiga e cansaço constante são alguns deles, já que a inflamação compromete a energia vital e sobrecarrega o sistema imunológico. Também é comum sentir inchaço e retenção de líquidos, aquela sensação de roupa apertada ao final do dia, reflexo de uma circulação prejudicada. Outros sintomas são gases, estufamento, má digestão, irregularidade intestinal, alterações de humor e até sensação de confusão mental, o que muitos chamam de “névoa cerebral”.

Apesar disso, Fernanda ressalta que é possível mudar esse cenário com atitudes simples, que não exigem sacrifícios extremos. Ela defende uma alimentação prazerosa e sem dor, baseada em escolhas conscientes e saborosas. “O verdadeiro prazer mora no sabor genuíno da comida de verdade e na leveza que ela traz para o seu corpo, não na gratificação momentânea do ultraprocessado”, destaca.

A nutricionista orienta a substituir produtos industrializados e cheios de aditivos por alimentos naturais e preparados em casa. Trocar o refrigerante por água saborizada com frutas frescas, a bolacha recheada por uma fruta acompanhada de castanhas ou sementes, são pequenas ações que geram grandes resultados. Temperos como cúrcuma, gengibre, alho e cebola são aliados potentes, pois além de saborosos, são anti-inflamatórios naturais. Outra dica é trocar o pão branco e o arroz comum por suas versões integrais ou feitas com leguminosas. Esses alimentos são ricos em fibras, que ajudam a controlar a glicose no sangue, combatem a inflamação e aumentam a saciedade.

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