Os riscos dessa atitude é maior em idosos e pessoas com doenças crônicas

Comuns no alívio de dores de cabeça, musculares e articulares, os anti-inflamatórios tornaram-se parte da rotina de muitas pessoas. No entanto, o uso frequente e sem prescrição médica desses medicamentos pode ser perigoso e até mascarar doenças mais graves. O anti-inflamatório age no organismo bloqueando a produção de substâncias químicas, liberadas durante a inflamação da doença caracterizada por vermelhidão, inchaço e dor, sendo necessário para promover a cicatrização e recuperar o ferimento. A automedicação, embora pareça uma solução rápida, pode atrasar o diagnóstico de condições sérias.

“A dor é um sinal de alerta do organismo. Quando a pessoa apenas abafa esse sintoma com remédios, pode estar ignorando uma inflamação persistente, como uma úlcera gástrica ou podendo até chegar a insuficiência renal”, explica o médico cirurgião e especialista em cirurgia geral e do aparelho digestivo, Dr. João Baroncello.

Ele lembra que os riscos são ainda maiores para idosos e pessoas com doenças crônicas, onde o uso prolongado de anti-inflamatórios, pode comprometer o funcionamento dos rins. De acordo com o médico, é fundamental tratar a causa da dor e não apenas os sintomas. “Em casos de dores frequentes, o ideal é procurar um profissional de saúde de sua confiança. Só uma avaliação clínica pode indicar o tratamento adequado e seguro”, destaca.

Riscos

O uso inadequado dos medicamentos é um problema mundial. No Brasil, mais da metade da população já se automedicou em algum momento, pois principalmente, no caso dos anti-inflamatórios, eles não necessitam de receita médica para adquiri-los. O Dr. João lembra que os efeitos colaterais, em especial do uso dos anti-inflamatórios, são irritação no estômago, úlceras e sangramentos, aumento da pressão arterial, retenção de líquidos, problemas renais e hepáticos, além de erupções cutâneas, coceiras, inchaço e dificuldades para respirar.

“O uso frequente e sem prescrição pode transformar um aliado da saúde em um risco silencioso. Automedicar-se pode parecer uma solução rápida, mas não é uma solução de verdade”, enfatiza o médico.Por isso, reforça Baroncello, seguir as orientações médicas é fundamental. O profissional, ao realizar análise clínica ou dos exames, irá definir o tratamento adequado às necessidades e as individualidades de cada paciente.

“A máxima é que cada tratamento é único, ou seja, o que vale para uma pessoa, pode não valer para outra. Esse é o cuidado que garante qualidade de vida e melhora dos sintomas”, finaliza.

Foto: Divulgação

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